domingo, 23 de setembro de 2012



MARCAS, LACUNAS E SAUDADES...
Meu filhote Regis e meu pai ... marcas., lacunas e saudades...

Em Maio de 1980, eu fui pra Goiânia, dar plantão no Hospital Materno Infantil, como fazia todos os domingos daquela fase da minha vida. Nessa época eu era separada do meu primeiro marido e tínhamos um filho de 3 anos e meio (único bem precioso que possuía) que estava comigo e ficaria com o pai, na visita rotineira, enquanto eu dava  o meu plantão. Mas isso não aconteceu! Um acidente, entre meu fusquinha e um opala, levou meu pequeno pra outro destino, pro céu! Ficou uma lacuna, um buraco, impreenchível, uma cicatriz na alma,  uma marca,mas não mais uma dor!
Há 3 anos amigos queridos demais passavam por momento parecido, duro, cruel, inexplicável... e perdíamos pessoas jovens cheias de vida, de planos, de alegrias, de conhecimento, de momentos ainda não compartilhados, de ansiedades ainda não experimentadas, de sonhos ainda mesmo nem sonhados, que dirá realizados... Ricardo e Polyanna, ambos 26 anos, saudáveis, lindos, formados, brilhantes, amados, bem relacionados, bem sucedidos.. e foram assim, nas nuvens, rumo ao infinito, deixando a primavera de tantas Tânias, Sergios, Luds, Pris, assim, sem flor, sem cor, sem brilho, sem som!!!!!!!! Só saudade, só lembrança, vazio, frio, cinza, amargo na boca, aperto no peito...
Esse ano foram dois amigos Lineu e Cláudio, também de valor inestimável, deixaram seu legado ao mundo, sua herança hereditária, seu serviços prestados à comunidade, seu exemplo como profissional competente, cidadão consciente e homens de valor, mas também foram cedo, deixando no ar o doce perfume de “gente boa”.
Há 6 anos, perdi de vista também o meu pai, aos 86 anos, já ausente mentalmente desse mundo há uns 2 anos, resolveu também que era hora de atender o chamado do Pai e foi.
São várias situações ,tempos, histórias, anseios, características, mas todos deixaram suas marcas e é isso que quero que fique: a inocência e doçura do Regis, a inteligência e vivacidade do Ricardo, alegria e criatividade da Polyanna, a gentileza e a  força do Claudinho, a integridade e lealdade do Lineu e o exemplo a ser seguido do meu “Painho”! Isso fica, o resto é só saudade!!

2 comentários:

  1. Arline, nó gigante na garganta! É o que tenho a dizer!!!

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  2. Que texto lindo Arline!Perder alguém não é fácil mesmo, penso que perder um filho deve ser a dor mais terrível do mundo! Tem que ser realmente forte e firme em Deus para conseguir continuar!
    A tia Nancy esperta que só também atendeu o chamado do Pai e esta lá no céu, deixando uma saudade enorme nos nossos corações!
    "Pai, obrigada por todas pessoas maravilhosas que passaram por nossas vidas, abençoe a vida de cada pessoa que carrega uma saudade no peito, uma dor que só o Senhor pode consolar, Amém"
    Beijosss
    Débora Rosa

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