domingo, 9 de setembro de 2012



NOVA ABA : CONSELHEIRA SENTIMENTAL



    Nasci em uma família exemplar. Quem conheceu meus pais, pode confirmar isso. Tive minha fase de rebeldia e casei sem amor e lógico, deu em separação das ” brabas”. Depois de bater a cabeça por ai, casei novamente, por amor e com princípios diferentes que me ajudaram a levar os mais de 30 anos de convivência, de uma maneira prazerosa e verdadeira, com vários problemas, mas sempre resolvidos. Mediante disso, reconhecendo que não sou dona de nenhuma verdade, nem fundadora de nenhuma OMG em favor do casamento perfeito, mas em amor, um amor que tenho, porque fui amada primeiro, por Deus, pelos meus pais e agora por meu queridão!  Quero arriscar a dar umas sugestões pra tantos jovens queridos da nossa convivência que estão embarcando nessa maravilhosa aventura de “onde está meu par” e espero que possa ajudar em alguma coisa. Peço desculpa pelas fotos postadas, sem autorização formal, mas todas já estão na rede e a grande maioria foi tirada por mim mesmo.


    Pra começo de conversa, essas dicas só servem pra quem está se casando por amor. Se não é o seu caso, não perca seu tempo, você vai achar ridículo e inútil tudo que está escrito aqui. Então vamos aos tópicos:
    Você vai descobrir, com o passar do tempo, que defeitinhos (em maior quantidade) e qualidades (muito mais importantes) antes encobertas pelas cortinas oculares do amor, vão aparecer frequentemente. Aprenda a contornar, minimizar e saber distinguir quando é necessário se adaptar a isso ou tentar modificar essa característica, mas sempre de forma bilateral, amável e dialogada. Quanto às qualidades, ressalte-as, dignifique-as, atribua valores, alegre-se( alegria é essencial!), retribua, incentive! Nunca deixe passar uma coisinha, mesmo que pequena mas maravilhosa que você descobriu em seu parceiro, sem destacá-la.

    O amor é lindo, mas se não for criativo, pode se tornar monótono e cansativo. Inove, surpreenda, invente, tente, imagine, execute, mas cuidado, cada um tem seu pique, seu gosto, seus sonhos e fantasias, sua formação básica. Tente sempre ser você mesmo repaginado-se, ninguém tolera estar casado cada dia com uma pessoa diferente, com humores e princípios flutuantes. Imagine que ele(a) te amou por alguma coisa no seu jeito de ser que é essencial  e você muda sua essência! isso não pode ser descartado e sim burilado. Não sufoque também seu relacionamento com aventuras diárias, estilo casal 20 ou Indiana Jones, isso cansa rápido e você procura uma história de vida, não uma aventura avassaladora.




    Outro detalhe é o respeito, vocês foram criados de maneira diferentes, com prioridades distintas e isso faz com que vocês se complementem, mas não necessariamente se anulem em prol do outro, nem que sejam os heróis e detentores da sabedoria, casamento é união de forças diferentes, não competição de quem vence a batalha.

     A lua de mel nem sempre é como a gente imaginava ou sonhou, isso mesmo! Muitos casamentos começam a acabar ai, pois se cria uma expectativa tão grande em cima disso, que parece que devia se chamar “abacadabra” em vez de lua de mel, pois espera-se que, num passe de mágica, a felicidade total e a realização sexual seja sacramentada, e não é assim, novela da vida real é real mesmo. Sexo e convivência é aprendizado, cumplicidade, paciência, adaptação, tolerância, entrega, doação, interação e muitas outra coisa particulares de cada casal, e ai sim, pode ser o momento mais íntimo e gostoso de cada um, individualmente ou em conjunto. Uma vez, em meu consultório, atendi uma adolescente, virgem, apavorada, pois descobriu que era frígida. Na verdade, o que aconteceu foi que as amigas da idade, alugaram um filme pornô e assistiram juntas na maior farra e a menina em questão, não gostou daquilo, daí automaticamente foi rotulada pela amigas de “fria”. Muitas vezes nos mesmos nos auto rotulamos, baseados num fato isolado e fútil, ou em conceitos pre estabelecidos e experiências fantasiosas e ufanistas, contadas pelos amigos ou pela mídia, mas assumimos esse papel com veemência, embora doa no coração.

     Penúltimo, um conselho que recebi do pastor que fez o meu casamento com o Carrijo, há mais de 30 anos, mas que nunca me esqueci e tem me ajudado muito nos momento de dificuldade: Temos de aprender a sermos garimpeiros à moda antiga, nosso casamento é um rio, e geralmente, rio cheio tem água suja! Riquezas, poderes, vaidades, vanglórias, egoísmos, autosuficiência, prepotência, desamores, individualismos, podem encher o nosso rio, mas a qualidade da água não está boa, só tem uma aparência de falsa opulência, mas é insalubre. Vamos tratar da água, não usar substâncias tóxicas e corrosivas pra procurar o ouro, mas usarmos a bateia, a velha peneira, pra procurar no meio do cascalho grosso, (e haja pedregulho) a encontrarmos valiosas pepitas de ouro que todos possuímos, afinal, você escolheu essa criatura por amor e o que você ama, é ouro!
    Finalmente, buscar em Deus a resolução dos problemas, as decisões em tudo o fortalecimento, a gratidão pelas bençãos recebidas e lembrar sempre que um cordão de 3 dobras não se rompe fácil (Eclesiastes 4) e que Deus ama as famílias, poi Êle é o próprio amor!

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