NOVA ABA : CONSELHEIRA
SENTIMENTAL
Pra começo de conversa, essas dicas só
servem pra quem está se casando por amor. Se não é o seu caso, não perca seu
tempo, você vai achar ridículo e inútil tudo que está escrito aqui. Então vamos
aos tópicos:
Você vai descobrir, com o passar do tempo, que
defeitinhos (em maior quantidade) e qualidades (muito mais importantes) antes encobertas
pelas cortinas oculares do amor, vão aparecer frequentemente. Aprenda a
contornar, minimizar e saber distinguir quando é necessário se adaptar a isso
ou tentar modificar essa característica, mas sempre de forma bilateral, amável e
dialogada. Quanto às qualidades, ressalte-as, dignifique-as, atribua valores,
alegre-se( alegria é essencial!), retribua, incentive! Nunca deixe passar uma
coisinha, mesmo que pequena mas maravilhosa que você descobriu em seu parceiro,
sem destacá-la.
O amor é lindo, mas se não for criativo,
pode se tornar monótono e cansativo. Inove, surpreenda, invente, tente, imagine,
execute, mas cuidado, cada um tem seu pique, seu gosto, seus sonhos e fantasias,
sua formação básica. Tente sempre ser você mesmo repaginado-se, ninguém tolera
estar casado cada dia com uma pessoa diferente, com humores e princípios
flutuantes. Imagine que ele(a) te amou por alguma coisa no seu jeito de ser que
é essencial e você muda sua essência!
isso não pode ser descartado e sim burilado. Não sufoque também seu relacionamento
com aventuras diárias, estilo casal 20 ou Indiana Jones, isso cansa rápido e
você procura uma história de vida, não uma aventura avassaladora.
Outro detalhe é o respeito, vocês foram
criados de maneira diferentes, com prioridades distintas e isso faz com que
vocês se complementem, mas não necessariamente se anulem em prol do outro, nem
que sejam os heróis e detentores da sabedoria, casamento é união de forças
diferentes, não competição de quem vence a batalha.
A
lua de mel nem sempre é como a gente imaginava ou sonhou, isso mesmo! Muitos
casamentos começam a acabar ai, pois se cria uma expectativa tão grande em cima
disso, que parece que devia se chamar “abacadabra” em vez de lua de mel, pois
espera-se que, num passe de mágica, a felicidade total e a realização sexual
seja sacramentada, e não é assim, novela da vida real é real mesmo. Sexo e
convivência é aprendizado, cumplicidade, paciência, adaptação, tolerância,
entrega, doação, interação e muitas outra coisa particulares de cada casal, e
ai sim, pode ser o momento mais íntimo e gostoso de cada um, individualmente ou
em conjunto. Uma vez, em meu consultório, atendi uma adolescente, virgem,
apavorada, pois descobriu que era frígida. Na verdade, o que aconteceu foi que
as amigas da idade, alugaram um filme pornô e assistiram juntas na maior farra
e a menina em questão, não gostou daquilo, daí automaticamente foi rotulada
pela amigas de “fria”. Muitas vezes nos mesmos nos auto rotulamos, baseados num
fato isolado e fútil, ou em conceitos pre estabelecidos e experiências fantasiosas
e ufanistas, contadas pelos amigos ou pela mídia, mas assumimos esse papel com
veemência, embora doa no coração.
Penúltimo, um conselho que recebi do pastor que fez o meu casamento com o Carrijo, há mais
de 30 anos, mas que nunca me esqueci e tem me ajudado muito nos momento de
dificuldade: Temos de aprender a sermos garimpeiros à moda antiga, nosso
casamento é um rio, e geralmente, rio cheio tem água suja! Riquezas, poderes,
vaidades, vanglórias, egoísmos, autosuficiência, prepotência, desamores,
individualismos, podem encher o nosso rio, mas a qualidade da água não está
boa, só tem uma aparência de falsa opulência, mas é insalubre. Vamos tratar da
água, não usar substâncias tóxicas e corrosivas pra procurar o ouro, mas
usarmos a bateia, a velha peneira, pra procurar no meio do cascalho grosso, (e
haja pedregulho) a encontrarmos valiosas pepitas de ouro que todos possuímos,
afinal, você escolheu essa criatura por amor e o que você ama, é ouro!
Finalmente, buscar em Deus a resolução dos
problemas, as decisões em tudo o fortalecimento, a gratidão pelas bençãos
recebidas e lembrar sempre que um cordão de 3 dobras não se rompe fácil
(Eclesiastes 4) e que Deus ama as famílias, poi Êle é o próprio amor!



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